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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Excesso
Cuidar da alma é preciso. Quer saber como???
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Marcos comia compulsivamente. Elisabete postava selfies exaustivamente. Paulo trocava de parceiras diariamente. Catarina limpava a casa exageradamente. João comprava tudo o que via incansavelmente. Ana ficava conectada obsessivamente. Júlio se exercitava forçadamente. Rita patrulhava a vida alheia inesgotavelmente. Kleber se preocupava com a saúde exageradamente. Helena poupava dinheiro neuroticamente. Cícero trabalhava opressivamente. Joana fumava insistentemente. Viver é conviver com faltas, com buracos, com incompletudes que de vez em quando nos visitam de forma mais aguda e intensa, e em outros momentos nos deixam em paz.
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Faz parte da condição humana, que é limitada e cheia de conflitos, a sensação de incompletude. Faz parte de todos nós a angústia, o desejo de pertencimento, o apego, a insegurança. Porém, em alguns momentos, essas sensações ficam mais latentes e, sem nos dar conta disso, muitas vezes lidamos com nossas carências de forma distorcida. Camuflamos nossos buracos interiores comendo demais, postando selfies demais, competindo silenciosamente pelo melhor carro ou closet, acumulando demais, controlando e patrulhando a vida alheia demais, bebendo e fumando demais, nos exercitando ou trabalhando demais, reforçando as nossas próprias qualidades demais, poupando ou gastando demais.
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Todo excesso esconde uma falta. Descobrir que nossas ações nem sempre são aquilo que são, e sim sintomas de algo que estamos encobrindo inconscientemente, pode ajudar. Pois muitas vezes tentamos combater o sintoma, mas não nos aprofundamos na causa, e por isso não obtemos resultados satisfatórios. Falar para a sobrinha que ela precisa comer menos ou para a tia querida que ela precisa desligar um pouco o celular nem sempre traz resultados positivos, simplesmente porque é preciso olhar mais profundamente. É preciso olhar com mais empatia para buscar as faltas que cada excesso tenta encobrir.” - Fabíola Simões
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